Um dia frio... um bom lugar prá ler um livro...


Essa época sempre me deixa animada para fazer planos - tá, eu e a torcida do Goiás e do Vila Nova... - e um dos planos que todo ano entram na lista está o de ler mais. Prá não dizerem que deixei esse pro dia 1º, já comecei em novembro! E a lista, como vocês podem ver na foto, está bem eclética - um manual prá ficar rica (sim, eu quero!), o novo romance da Miriam Leitão, uma coletânea do Rubem Alves (amei esse título!!!) e um romance internacional. Os dois primeiros eu já comecei - o manual prá ficar milionária eu já estou quase terminando... hohoho!

Essa será uma das várias metas para o ano que vem. Falarei sobre as outros na medida em que for dando vontade. Essa, prá falar a verdade, é a única que já foi iniciada, mas como as outras podem começar no dia 1º, prá quê a pressa, né? E, não por acaso, escolhi falar dela hoje. Tenho sentido muita falta de ler. Não que eu não leia diariamente.... jornais, revistas, e-news, textos técnicos sobre a minha área (comunicação empresarial e marketing), livros infantis (quase todo dia!), a Bíblia (menos do que eu gostaria... deixo prá ler antes de dormis e SEMPRE caio no sono). Até porque, ler me alimenta. E, curiosamente, apesar de toda a leitura descrita, tenho me sentido em estado de inanição literária. Tem faltado poesia, romance, ficção, biografias, crônicas. Aquelas obras deliciosas que nos fazem transpor a barreira desse mundo, do nosso cotidiano limitado, concreto, cheio de códigos de barra. O tempo para a leitura é uma das principais causas que me fazem sentir falta da minha adolescência. Como eu lia naquela época... devorava um, dois, três livros por semana. Lia tudo! Gibi, coleção Vagalume, Agatha Christie, Machado de Assis, Clarice Lispector e por aí vai. Devorava-os e ficava cada vez mais forte, destemida, sonhadora, entusiasmada com cada mundo novo que esses livros me apresentavam.

Com toda essa riqueza que ajudou a construir a pessoa que sou hoje, não consigo não sentir pena dessa juventude inculta que nos rodeia. Não sei isso é papo de moça velha, mas convivo com jovens universitários e fico deprimida com o analfabetismo literário dessas criaturas sem luz. Nunca leram Machado, sequer conhecem Clarice ou Cecília, só viram Shakespeare no cinema  - e olha lá! Só conseguem ler 140 caracteres de texto - o que passar disse e exigir clicar em Ver mais... já era. Pena. O gosto pela leitura é uma das heranças que pretendo deixar para Lalá. Gosto veemente, prazer genuíno.

E talvez por isso esse seja o primeiro compromisso da lista (grandinha, admito) para 2015. 

E prá não quebrar a banca, a promessa é ficar na proporção 1:1 - um exemplar do acervo para cada nova aquisição. A velha e boa compulsão por comprar livros não vai tirar proveito da situação. Aliás, esse será um outro alvo para o novo ano: contenção de despesas - independente (mas, refém) das lambanças da Dilma, se 2014 foi um ano de esbórnia financeira, 2015 será o início da redenção! Mas esse será tema para outro post.


Isto posto (expressão em homenagem a uma queridíssima amiga!), bóra terminar o post que já está tarde e Míriam Leitão me aguarda com seus Tempos Extremos. Foco na foca! :-)

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas